Eu e o Cachapa criámos esta questão como meme da blogosfera: Se pudesses ter um super-poder qualquer, qual seria? E, mais importante, que dez coisas farias com esse super-poder?
O meu super-poder seria a capacidade de produzir insultos verbais incapacitantes no seu destinatário.
Mas como todo o super-poder, este precisa duma história...
[Nota para o departamento de efeitos especiais: Ondular a imagem e inserir som de harpa aqui].
Um dia estaria eu no Mercado do Bolhão a comprar fruta num dia de chuva e trovoada, quando um relâmpago incrível atinge o mercado.
Ckaaaooo! Brum!
Através da estrutura em ferro o raio trespassa todas as vendedoras, acabando por concentrar toda a sua energia no centro exacto do mercado, onde eu próprio me encontraria.
Tzbzzz! Bz-tz.
Quando recuperasse a consciência, teria em meu redor as vendedoras que, com um discurso muito polido, me perguntavam se eu estava bem. Eu digo que sim, sem saber que a partir daquele momento a minha vida estaria diferente.
Ao voltar para casa, não deixei que um táxi se metesse na minha faixa de rodagem. O táxista da janela aberta, atira:
- Cabrão de "#$%, podias deixar ao menos os outros trabalhar!
O que activou uma sensação de hiperconsciência interna, uma súbita claridade intelectual, que me fez responder assim:
- Ó $%"#$!", e se $%"!"#$ "#$ !#$&%/& #$%"#4 seu $"#% /&%% "#$, lá mais o $%"#$% #$&%#$%&!"$.
O taxista sente a sua garganta apertar-se e não responde. Está roxo e tem lágrimas nos olhos.
Ao olhar para o retrovisor para saber do buzinar contínuo que deixei atrás de mim, vejo que o taxista jazia inconsciente sobre o volante.
«Meu Deus, que poder é este?», perguntava-me em voz alta, assustado com a responsabilidade daquele dom: Era o poder da malcriadeza de dezenas de vendedoras típicas da Cidade do Porto, concentradas numa só pessoa. Um herói tinha nascido.
Com o tempo, usaria assim este super-poder para contra-insultar as pessoas que fazem os bons cidadãos do mundo de parvos, assim:
O meu super-poder seria a capacidade de produzir insultos verbais incapacitantes no seu destinatário.
Mas como todo o super-poder, este precisa duma história...
[Nota para o departamento de efeitos especiais: Ondular a imagem e inserir som de harpa aqui].
Um dia estaria eu no Mercado do Bolhão a comprar fruta num dia de chuva e trovoada, quando um relâmpago incrível atinge o mercado.
Ckaaaooo! Brum!
Através da estrutura em ferro o raio trespassa todas as vendedoras, acabando por concentrar toda a sua energia no centro exacto do mercado, onde eu próprio me encontraria.
Tzbzzz! Bz-tz.
Quando recuperasse a consciência, teria em meu redor as vendedoras que, com um discurso muito polido, me perguntavam se eu estava bem. Eu digo que sim, sem saber que a partir daquele momento a minha vida estaria diferente.
Ao voltar para casa, não deixei que um táxi se metesse na minha faixa de rodagem. O táxista da janela aberta, atira:
- Cabrão de "#$%, podias deixar ao menos os outros trabalhar!
O que activou uma sensação de hiperconsciência interna, uma súbita claridade intelectual, que me fez responder assim:
- Ó $%"#$!", e se $%"!"#$ "#$ !#$&%/& #$%"#4 seu $"#% /&%% "#$, lá mais o $%"#$% #$&%#$%&!"$.
O taxista sente a sua garganta apertar-se e não responde. Está roxo e tem lágrimas nos olhos.
Ao olhar para o retrovisor para saber do buzinar contínuo que deixei atrás de mim, vejo que o taxista jazia inconsciente sobre o volante.
«Meu Deus, que poder é este?», perguntava-me em voz alta, assustado com a responsabilidade daquele dom: Era o poder da malcriadeza de dezenas de vendedoras típicas da Cidade do Porto, concentradas numa só pessoa. Um herói tinha nascido.
Com o tempo, usaria assim este super-poder para contra-insultar as pessoas que fazem os bons cidadãos do mundo de parvos, assim:
- Aqueles nazis das bichas, como em bilheteiras e caixas registadoras, que começam logo a mandar vir, em vez de chamar à atenção com educação, se alguém distraído passa à sua frente;
- Gente da alfândega portuguesa, que me abre as encomendas postais e as sobre-avaliam com taxas incompreensíveis;
- Operadores de atendimento a clientes de serviços de cliente, televisão por cabo e telemóveis, com as suas sugestões insultuosas à inteligência do cliente culpando-o por tudo;
- Seguradoras. Nem é preciso dizer mais nada;
- Pessoas que passam nas passadeiras com o sinal vermelho para peões e que ainda por cima insultam os automobilistas que não param;
- Assim que fosse célebre, aceitava um convite para o Telejornal da TVI e insultava a Manuela Moura Guedes em directo até ela começar a deitar sangue pelos ouvidos;
- E já que estou a pensar em celebridades que me irritam, insultaria também a Catarina Furtado com os seus tiques de parvinha, e o Victorino D'Almeida mais o seu pretensiosismo, a sua bengala, e o seu apóstrofo;
- Tirava aqueles autarcas déspotas do seu trono, por muito grosseiros que fossem;
- E graças ao poder neutralizador dos insultos da Ribeira do Porto, usaria-os para acabar com o crime de rua. «Dá-te o dinheiro mas é o $#%&$#%, 3#$%#$% 3$%#$%#$% %$#"/!! E podes meter essa navalha no #$$/%(#"%#%", ó seu /)(&$%#"!"%&"#$#"$"#$ e os teus amigos !"%"$#%&#$% /#%$&/%$"#$% "$#%"#$%».
- Mandava fazer uma roupa de Lycra® em cores berrantes, com um asterisco, um cardinal e um raio no peito e dedicava-me a acudir a todos os cidadãos indefesos que viessem a precisar da ajuda do... Super Rude.


Essa story (Robert McKee) fez-me lembrar esta piada do Dane Cook:
http://www.youtube.com/watch?v=9x4JskemV4w
Até terça o/