Um simples texto que escrevi há tempos, Porque não quero o novo Acordo Ortográfico, tornou-se rapidamente num dos mais comentados e lidos artigos do meu diário.
Antes de mais nada digo que não gosto de ver resvalar esta discussão para hostilidades contra a gente e a língua do país que está do outro lado do Oceano daquele que não quer a revisão. É que logo nesta matéria brasileiros e portugueses estão de acordo (nem a propósito, esta palavra): ambas as partes não querem mais nenhuma revisão.
Um artigo muito engraçado, Hífen-ação, de Ivan Lessa revela os seus argumentos contra, na perspectiva brasileira.
Linguistas e outros cientistas podem ainda dar muitos outros argumentos a favor e outros tantos contra. Mas dum ponto não nos podemos esquecer: se a língua é do povo, e o povo não quer nenhuma revisão, então não temos revisão.
E por isso até eu, que sou tão céptico no que diz respeito a petições pela Internet, dei por mim a contemplar estas três, uma melhor redigida e outra com mais assinaturas:
Edição: As assinaturas devem ser concentradas na petição com maior participação, acessível em http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/.
No início do século XX o português tinha uma belíssima grafia, com testemunhos da história das palavras nas próprias palavras, como as consoantes mudas actualmente nas línguas inglesa e francesa. As revisões não harmonizam nada em absoluto, e tiram detalhe, precisão e artefactos ao património que é das pessoas, da cultura, da História, e não dos legisladores.
Eu não quero nenhum acordo ortográfico. A minha opinião como cidadão e falante do português conta para alguma coisa? E a de todos os outros cidadãos?
Antes de mais nada digo que não gosto de ver resvalar esta discussão para hostilidades contra a gente e a língua do país que está do outro lado do Oceano daquele que não quer a revisão. É que logo nesta matéria brasileiros e portugueses estão de acordo (nem a propósito, esta palavra): ambas as partes não querem mais nenhuma revisão.
Um artigo muito engraçado, Hífen-ação, de Ivan Lessa revela os seus argumentos contra, na perspectiva brasileira.
Linguistas e outros cientistas podem ainda dar muitos outros argumentos a favor e outros tantos contra. Mas dum ponto não nos podemos esquecer: se a língua é do povo, e o povo não quer nenhuma revisão, então não temos revisão.
http://www.petitiononline.com/acor1990/petition.htmlhttp://www.petitiononline.com/asdf54gf/petition.htmlhttp://www.petitiononline.com/naoacord/petition.html
Edição: As assinaturas devem ser concentradas na petição com maior participação, acessível em http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/.
No início do século XX o português tinha uma belíssima grafia, com testemunhos da história das palavras nas próprias palavras, como as consoantes mudas actualmente nas línguas inglesa e francesa. As revisões não harmonizam nada em absoluto, e tiram detalhe, precisão e artefactos ao património que é das pessoas, da cultura, da História, e não dos legisladores.
Eu não quero nenhum acordo ortográfico. A minha opinião como cidadão e falante do português conta para alguma coisa? E a de todos os outros cidadãos?


Pois eu cá acho que a nossa opinião parece não contar para nada. E também não concordo com o raio do Acordo. Que acabem lá com o trema, ainda vá, agora não me ponham a escrever fato, ato, direção. É que isso para mim são erros ortográficos, oh se são...
Em www.ciberduvidas.pt existem muitas explicações para se pronunciar o "que" e o "qui" com origem no latim. Se estamos a rever o acordo, não se poderia encontrar uma grafia que resolva estas dúvidas? Talvez seja tarde! Será melhor esquecer o latim e dizer como um algarvio "tranquilo" em vez de "tranq(u)ilo"!